imagem que demonstra a importância das boas práticas de fabricação na indústria de alimentos

Saiba como garantir as Boas Práticas de Fabricação (BPF) para indústria de alimentos

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) são a garantia de que o consumidor será respeitado. Sem elas, o público fica às cegas, sem saber da boa procedência do produto ou da sua segurança alimentar.

Além do consumidor, as Boas Práticas impedem que empresas aventureiras e sem o mínimo de higiene entrem no mercado. Afinal, implantá-las tem custo, ou melhor, investimento em recursos humanos e em tecnologia.

Para que você saiba mais sobre as Boas Práticas de Fabricação e possa usufruir de seus benefícios, fizemos este post. Acompanhe conosco!

Qual a importância das BPF?

As Boas Práticas de Fabricação garantem proteção ao consumidor, pois dão a certeza de que os alimentos serão produzidos em condições adequadas. Também ajudam a empresa, que não terá uma concorrência desleal. As BPF equacionam as relações e permitem que a produção tenha um nível de excelência.

Principalmente, esse conjunto de ações é o jeito de evitar contaminações e riscos para a saúde ou para a qualidade do preparo. É, ainda, uma forma de padronizar o nível de qualidade e garantir que os negócios saibam o que é esperado, em cada momento da produção.

Sem elas, a indústria alimentícia estaria suscetível a práticas que colocam em risco a saúde humana e a imagem das marcas.

Quem fiscaliza?

O Estado é o principal verificador do cumprimento das normas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável por fiscalizar e ver se as medidas estão realmente sendo adotadas.

O critério da Anvisa para a fiscalização tem como base a legislação sanitária do governo federal. Independentemente de em qual Estado ou município a indústria esteja instalada, as normas devem ser seguidas rigorosamente.

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Quais são as medidas?

lista de verificação das Boas Práticas de Fabricação não é curta, mas sua extensão reforça que todos os detalhes são levados em consideração. Assim, nenhum ponto fica de fora para a garantia da qualidade. As principais medidas e restrições dizem respeito às áreas externa e interna, acessos, paredes, portas, janelas, instalações sanitárias etc.

Nesse sentido, destacam-se:

  • áreas livres de focos de insalubridade (o que inclui vetores e animais);
  • pisos em adequado estado de conservação;
  • sistema de drenagem de qualidade (sem acúmulo de resíduos, além do uso de ralos e grelhas que impeçam a entrada de insetos e roedores);
  • tetos de acabamentos lisos, claros, impermeáveis e de fácil limpeza;
  • paredes livres de falhas, umidade, rachaduras e bolores;
  • portas de fácil higienização, ajustadas aos batentes, com as externas sendo de fechamento automático e com telas;
  • instalações sanitárias com o número adequado à quantidade de colaboradores, para ambos os sexos;
  • lavatórios com água corrente, com sabonete líquido inodoro e toalha de papel;
  • iluminação natural ou artificial ideal para o serviço que será executado, sem ofuscamento ou reflexos fortes;
  • sistema de abastecimento de água ligado à rede pública;
  • fossas ou esgotos ligados à rede pública, além de caixa de gordura em bom estado de conservação.

Em todos os casos, o objetivo é evitar a contaminação de alimentos, como carnes, laticínios e vegetais, ou das etapas de preparo. Assim, o produto que chega ao cliente está adequado ao consumo e não há outros riscos para o empreendimento.

4 passos para atender às Boas Práticas de Fabricação

Para fazer a implementação das BPF, é essencial começar com um bom planejamento e um diagnóstico da situação. A ideia é mapear os processos para saber quais são os pontos problemáticos para o negócio e o que não tem sido cumprido.

Se a empresa tiver dificuldades na arquitetura, por exemplo, é preciso planejar a reforma para atender às exigências de isolamento, temperatura e higiene. Com esse planejamento, é possível priorizar as ações de modo a garantir a adequação.

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1. Crie equipes

Para que todas as mudanças sejam implementadas, o ideal é identificar os responsáveis. Faça a divisão em times e lideranças, pois isso ajuda a implantar o que for necessário.

2. Treine os colaboradores

Simultaneamente às mudanças, todos os colaboradores devem ser treinados e reconhecer os aspectos importantes das BPF. Afinal, são as pessoas que adotam as práticas e, portanto, devem estar capacitadas.

3. Acompanhe as mudanças

A partir disso, já é possível começar a executar algumas medidas. Mas para manter a regularidade, convém ficar de olho em mudanças e novidades, que são previstas pela própria Anvisa.

4. Faça auditorias

Para ter total segurança, vale, ainda, fazer auditorias periódicas. Isso permite encontrar o que não está em conformidade, de modo o obter os melhores resultados, de acordo com o que mandam as regras.

Mas como ter o controle de todas essas exigências? A dica é ter acesso a um software de checklist. Com ele, os gestores das indústrias terão em mãos quais as mudanças necessárias, o prazo para implementação e todos os quesitos propostos na legislação federal. Isso dará eficiência no trabalho e o tão esperado controle sobre o processo, sem se esquecer de nada.

Quais os riscos de não seguir as práticas?

Se, mesmo assim, ainda não estiver convencido, é essencial entender que há consequências de não seguir as Boas Práticas de Fabricação. Ao descobrir quais são os pontos mais relevantes, dá para compreender por que as mudanças e adaptações são tão necessárias.

Com a Anvisa

Mais que sugestões ou recomendações, as BPF são normas previstas pela autoridade fiscalizadora. Ao não cumpri-las, há o risco de sofrer autuações e embargos, bem como multas, interdição e até fechamento do negócio.

Com o mercado

Além de tudo, podem ocorrer diversos prejuízos em relação ao público. A divulgação de medidas contra a empresa devido ao descumprimento das regras pode causar reações negativas no público. As pessoas querem confiar nos alimentos que consomem e a falta de atendimento às regras coloca isso em risco.

Em uma época de redes sociais e exigência crescente por parte do mercado, o resultado vem na forma de queda de vendas e até impossibilidade de continuar no mercado.

Com os concorrentes

Para completar, a aplicação de multas e os prejuízos à imagem comprometem a competitividade.

Trata-se de uma oportunidade de crescimento para os concorrentes — e é provável que eles aproveitem e deixem o empreendimento para trás. Por isso, o ideal é atender às regras para evitar todos esses problemas.

Não é exagero dizer que as empresas também ganham com a aplicação das Boas Práticas de Fabricação, já que necessitam de um forte investimento. Lembrando que ele precisa ser tanto na instalação quanto na manutenção das áreas para condizer com a legislação vigente.

Já o consumidor saberá que seu dinheiro é revertido em um estabelecimento que o respeita e acredita que o melhor produto só será produzido com boas técnicas e ambientes adequados.

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