6 melhores práticas para realizar uma gestão de estoque na indústria

Falar de gestão de estoque na indústria é o mesmo que falar de economia, pois, para que haja lucro nas duas situações é essencial haver um controle eficiente. Com essa analogia, já é possível compreender a relevância de tratar do assunto com atenção, não é mesmo?

Afinal, quando os estoques são obtidos em excesso ou escassez, o caixa é prejudicado da mesma forma. Com itens acima do tolerável, o negócio sofre com a redução de seu capital de giro devido à alta probabilidade de desperdícios, além do fato de ter que aguardar um tempo considerável para surgir retorno sobre o investimento realizado.

Por esses motivos, é necessário fazer uma boa gestão de estoque. Quer aprender como fazê-la? Então, continue a leitura deste artigo para conhecer as 6 dicas que selecionamos para você!

1. Conheça e organize seu estoque

Mapeie seu estoque para conhecê-lo com detalhes. Existem muitas soluções que podem tornar o local organizado, como caixas, estantes e paletes. Escolha as alternativas que mais se encaixam com a realidade da sua empresa.

É fundamental buscar uma padronização. Para isso, estabeleça códigos e nomenclaturas para facilitar o serviço e diminuir dúvidas dos colaboradores sobre quantidade da mercadoria, tipo ou validade.

Tente criar um glossário interno para que a equipe responsável consiga consultar esses registros com clareza, a fim de evitar possíveis erros.

2. Faça uma previsão de demanda

Para reduzir oscilações em vendas e fugir de problemas, elabore uma previsão de demandas. Descubra em quais períodos os clientes demonstram mais entusiasmo em comprar determinado produto e, com isso, a gestão de estoque na indústria será mais certeira e capaz de suprir as necessidades.

Ademais, você consegue se adiantar perante a concorrência por conhecer o comportamento do mercado e do público-alvo. É preciso cogitar que, em geral, o interesse dos clientes vem de incentivos externos que, normalmente, não podem ser controlados pela empresa. No entanto, esse impacto pode ser planificado e, por isso, é necessário que esses fatores sejam considerados.

Conheça a seguir alguns aspectos que podem afetar a demanda de produtos.

Sazonalidade

Em algumas ocasiões, o interesse do consumidor está atrelado à sazonalidade, como é o caso dos decorativos de Natal, que são muito procurados entre novembro e dezembro. Há ainda o exemplo dos aparelhos de ar-condicionado, que costumam ter mais saída no verão.

Alguns artigos têm sazonalidade menos evidentes, mas ainda assim podem ser altamente desejados ou sofrer uma baixa em vendas por circunstâncias externas.

Promoções e publicidade

Se a clientela for estimulada, a probabilidade de a demanda aumentar é grande. Assim, ao investir em uma campanha online, por exemplo, o gestor deve preparar os setores logísticos e de suprimentos para que haja um volume suficiente no estoque.

Também é preciso planejar a etapa de entrega para que as mercadorias cheguem até o comprador com qualidade e rapidez.

3. Desenvolva uma cultura forte

Outro fator que merece ser considerado para realizar um bom controle de estoque na indústria é a cultura organizacional. Isso porque os funcionários executam inúmeras operações que devem ser registradas, especialmente as que são referentes ao fluxo de produtos.

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Dessa maneira, é imprescindível que o time esteja apto para desempenhar todas as atividades necessárias. Inclusive, a criação de processos e padrões que especificam como executar as tarefas de rotina — como a chegada, o armazenamento e a saída de mercadorias — é bastante indicada.

Assim, a probabilidade de o estoque e as vendas saírem do controle diminui e é possível evitar o excesso ou falta de produtos. Portanto, crie uma cultura sólida e embasada na prestação de contas e na transparência.

4. Estabeleça inspeções periódicas para melhorar a gestão de estoque na indústria

Mesmo com todas as recomendações anteriores, erros no processo podem acontecer. Em um instante de descuido, um item pode entrar sem ser cadastrado. Do mesmo modo, materiais perecíveis podem ser acomodados de maneira irregular e vencerem antes do prazo estipulado — ou, ainda, podem ser registrados como outros aparentemente similares, o que pode provocar furos no estoque.

Para identificar todos esses equívocos antes que eles se transformem em problemas graves, tenha uma rotina de vistoria periódica. Ela pode ser diária, semanal, mensal ou até semestral — tudo vai depender do tipo de material armazenado e do seu nível de risco.

Aproveite esse momento para averiguar por que essas falhas ocorrem, otimize as operações que levam a elas e faça uma auditoria para averiguar a performance dos profissionais envolvidos.

Com essas ações, você já consegue desenvolver as técnicas necessárias para elaborar um programa para prevenção de perdas. É possível ainda incluir outras, como fazer liquidações sempre que preciso, visto que é melhor vender um item por um valor menor do que levar prejuízo.

5. Cultive o relacionamento com fornecedores

Os fornecedores são muito importantes para qualquer negócio, pois o trabalho deles afeta diretamente nos resultados da sua indústria. Há uma série de vantagens em ter uma boa relação com esses parceiros, como a negociação de pagamentos, melhores prazos de entrega e alinhamento de processos.

O segredo é cultivar esse relacionamento da melhor forma possível, pois existem ocasiões de urgência em que é necessário conseguir materiais em um intervalo muito menor do que o habitual ou solicitar mais itens em cima da hora. Nessas situações, contar com bons fornecedores é fundamental.

6. Implemente ferramentas tecnológicas

Além de contar com o apoio de um sistema de gestão integrado, fazer um checklist por meio de um software especializado ajuda bastante a ordenar as mercadorias e orientar os funcionários.

Portanto, essa ficha de controle precisa disponibilizar as seguintes informações:

  • código e descrição do produto/material;
  • unidade de consumo (kg, m, peça);
  • data de entrada e saída da mercadoria;
  • volume de entrada, saída e saldo do produto/material;
  • valor do custo de entrada, de armazenamento e de saída;
  • valor do estoque atual;
  • custo médio e anual de aquisição dos produtos.

Os dados obtidos com o apoio do checklist garantem uma análise mais completa para detectar possíveis falhas. Sem contar que é imprescindível que esses informes sejam guardados no mesmo local e apresentados para todos os que trabalham no departamento.

Os benefícios que podem ser obtidos com essa ferramenta são:

  • estoque sempre atualizado e correto;
  • redução de perdas de itens por furto, deterioração ou obsolescência;
  • otimização do fluxo de caixa por meio de compras estratégicas;
  • satisfação de clientes por ter sempre produtos disponíveis;
  • economia com funcionários e folha de pagamento graças à automatização;
  • precificação competitiva ao ter um sistema de redução de custos mais enxuto para gerir toda a operação de gestão de estoque.

E então, o que achou das nossas dicas de gestão de estoque na indústria? Esperamos que elas sejam utilizadas na sua empresa. Portanto, não perca tempo e coloque-as em prática agora mesmo para agilizar processos, aumentar a competitividade operacional e fazer economia.

Gostou deste conteúdo? Já que você chegou até aqui, aproveite o gancho desta leitura para descobrir qual a importância do checklist de EPI!

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