5 soluções para melhorar a gestão de segurança do trabalho

Cada vez mais a segurança do trabalho é um assunto em pauta no mundo corporativo. Desenvolver as atividades sem as medidas de segurança adequadas pode levar a sérios problemas de saúde para o trabalhador, como também prejuízos para as empresas.

Além disso, garantir a integridade dos colaboradores é também uma forma de melhorar o desempenho do negócio. Com todos exercendo suas funções com tranquilidade, o aumento de produtividade é algo natural. Esse trabalho ainda reflete benefícios como redução de custos, diminuição de afastamentos e melhoria do clima organizacional.

Por isso, neste artigo, apresentaremos 5 soluções para otimizar a gestão de segurança do trabalho na sua empresa. Continue lendo e confira!

1. Elaborar um checklist para a segurança do trabalho

Quando se trata de segurança do trabalho, é preciso ter a certeza de que tudo está funcionando e sendo executado conforme o planejado. Um descuido ou desatenção pode trazer consequências graves para os trabalhadores e para o negócio como um todo. Por isso, uma das medidas mais inteligentes nesse sentido é elaborar um checklist.

Por meio dessa ação, o gestor consegue monitorar todos os pontos que são importantes para a segurança do trabalho na empresa. Entre os itens mais essenciais desse checklist destacamos: ferramentas, equipamentos e procedimentos.

Ferramentas

No checklist de ferramentas é importante verificar se há material necessário para a execução das atividades (para evitar improvisos) e se todas estão funcionando corretamente. Caso seja detectada alguma falha ou inconformidade, a ferramenta deve ser enviada para a área de reparos.

Equipamentos

A conferência dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) deve fazer parte da cartilha básica de todo checklist de segurança. Muitos setores têm EPIs diferentes e, por isso, é essencial ficar atento a todos os detalhes. Entre os itens mais comuns, estão:

  • capacete;
  • luvas;
  • botas;
  • óculos;
  • coletes;
  • aventais.

Máquinas

O checklist de segurança nas máquinas é importante, pois garante que nenhum trabalhador seja exposto a riscos no manuseio dos equipamentos. É imprescindível verificar questões como óleo, abastecimento, luzes, parte elétrica, entre outros. Aqui, o gestor também deve se certificar sobre a realização das manutenções das máquinas (explicaremos com detalhes mais a frente).

2. Monitoramento de processos

Somada a toda questão de produtividade, o monitoramento de processos consegue facilitar bastante a gestão de segurança. Quando o supervisor acompanha de perto a execução das atividades, ele garante que tudo ocorra em conformidade e que os imprevistos não sejam uma constante dentro da empresa.

Além disso, todo departamento ou equipes de trabalho têm procedimentos-chave que garantem a segurança durante a rotina. Com um monitoramento contínuo, o gestor pode confirmar que tais atividades estão sendo cumpridas e da maneira que foram determinadas.

3. Realizar a manutenção das máquinas

Equipamentos, máquinas, sistemas e instalações evoluíram e se modificaram ao longo do tempo, tornando-se cada vez mais sofisticados, levando a uma melhoria contínua nos procedimentos de manutenção e a um trabalho mais rigoroso por parte da gestão de segurança do trabalho.

Porém, independentemente da evolução, as necessidades de manutenção continuam as mesmas. Por isso, e entendendo a manutenção como um conjunto de ações técnicas que permitem regular o funcionamento normal dos equipamentos, podemos dividi-la de três formas: preventiva, corretiva e preditiva.

Manutenção preventiva

O objetivo ao adotar essa manutenção é manter um nível de serviço determinado nos equipamentos, programando as intervenções em suas vulnerabilidades nos momentos mais oportunos. O trabalho é aplicado de maneira sistemática, ou seja, o equipamento é inspecionado mesmo que não tenha apresentado nenhum sintoma de defeito.

Manutenção corretiva

Na manutenção corretiva, o conjunto de tarefas é destinado a corrigir os defeitos encontrados nos diferentes equipamentos e que são comunicados à gestão de manutenção. Esse trabalho é pontual e preciso, porém, em caso de falta de peças, pode significar a inutilização das máquinas por tempo indeterminado.

Manutenção Preditiva

Conhecer e relatar constantemente o status e a capacidade operacional das máquinas, conhecendo os valores de certas variáveis, que representam o estado e a capacidade operacional é à base da manutenção preditiva.

Para aplicar esse tipo de manutenção, é necessário identificar variáveis ​​físicas (temperatura, vibração, consumo de energia etc.) e indicar quais apresentam algum tipo de problema no equipamento. Esse é um trabalho mais técnico, pois exige o uso de recursos avançados e conhecimentos específicos.

Em termos de segurança do trabalho, a manutenção preditiva é com certeza a mais eficaz. No entanto, devido à necessidade de ferramentas técnicas e treinamentos direcionados, ela não é a mais acessível para as pequenas empresas.

Entretanto, de qualquer forma, é imperativo que a gestão de segurança implemente um sistema de manutenção de máquinas, garantindo a correta utilização dos equipamentos por parte dos trabalhadores.

4. Realizar uma autoinspeção

Não só as máquinas, mas todos os departamentos e a estrutura da empresa precisam passar por uma inspeção. Afinal, o ambiente de trabalho como um todo deve ser seguro para os profissionais exercerem suas funções.

Porém, o gestor de segurança, por mais dinâmico que seja, não consegue examinar todos os setores sozinho. A autoinspeção é aplicada justamente para que uma revisão seja desenvolvida com a participação de outros funcionários. Ou seja, os líderes de cada setor, por meio de uma lista de verificação, podem examinar se todas as exigências e normas estão sendo cumpridas pelos membros das equipes.

Esse é um bom ponto de partida para se ter uma revisão de segurança completa, mas sem a necessidade de esforço sobre humano por parte de um único profissional.

5. Aplicar metodologias de gestão

Ao longo da história foram criadas filosofias que ajudam a manter a organização e a disciplina diária. Com o tempo, muitas delas foram implementadas no mundo corporativo, tornando-se metodologias de gestão. Confira, abaixo, duas das principais filosofias que podem ser muito importantes para melhorar a gestão da segurança do trabalho nas empresas.

Metodologia 5S

Nascida no Japão, logo após a 2°Guerra Mundial, a metodologia 5S baseia-se em 5 princípios que privilegiam a organização e a utilização de materiais. Cada “S” significa um princípio e a tradução em português acompanha essa ideia.

  1. SEIRI — senso de utilização;
  2. SEITON — senso de organização;
  3. SEISO — senso de limpeza;
  4. SEIKETSU — normatização;
  5. SHITSUKE — senso de disciplina ou autodisciplina.

Como está claro, o intuito é que todos sigam os sensos aplicados em cada S, garantindo mais organização, melhor produtividade e menos desperdício.

Ciclo PDCA

O Ciclo PDCA é mais uma metodologia de gestão que visa melhorar a produtividade, com mais organização e segurança. PDCA é acrônimo de palavras em inglês que significam:

  1. Planejar (plan);
  2. Executar (do);
  3. Verificar (check);
  4. Corrigir (act).

Na segurança do trabalho esses quatro métodos são fundamentais, pois garantem que toda tarefa seja planejada previamente, executada com atenção, checada e corrigida, se necessário — princípios básicos que todo gestor dessa área espera que os colaboradores sigam.

Enfim, a segurança do trabalho é uma prática que deve ser aplicada nos mínimos detalhes. Afinal, garantir a integridade física dos funcionários é uma obrigação de toda empresa. Por isso, essas formas de gerenciamento auxiliam o gestor a acompanhar as ações e cumprir as atividades exigidas pelas normas. Para melhores resultados, conte sempre com a tecnologia como uma aliada.

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